03 maio, 2012

Alanis Morissette dá entrevista para RollingStone

Ontem o site RollingStone publicou uma entrevista com Alanis, confira!
Alanis Morissette anunciou hoje que vai lançar seu sétimo álbum, Havoc and Bright Lights, em 28 de Agosto. É o primeiro álbum da Alanis em quatro anos e o primeiro desde que teve seu filho, Ever Imre, em Dezembro de 2010. Enquanto maternidade é definitivamente o tema do novo álbum, Havoc também aborda alguns assuntos que os fans de Alanis esperam, de assuntos sociais até espiritualidade.

"O que eu mais amo nisso é escutar as músicas que envolver tudo o que me interessa" Alanis disse para a Rolling Stone quando recentemente a entrevistamos em estúdio em Loas Angles, CA. Seis músicas que Alanis mostrou em estúdio são fortes e batida de rock. "Épico e cabelo ao vento" disse Alanis quando perguntamos como ela planeja tocar as músicas nos seus shows.

Algumas das novas músicas tem coros muito forte. Você deixou um pouco mais diferente este álbum?

Para dizer a verdade eu escrevi tudo durante o período pós-parto, depois que meu filho nasceu, eu quase não lembro do processo (Risos). Foi em nossa casa e montamos um estúdio, onde agora é o quarto que Ever brinca, pois sou uma mãe bem presente, então eu queria também ter a possibilidade de amamentá-lo. Então era entrar e sair o tempo todo deste quarto, compondo com Guy Sigsworth, gravando, sendo mãe, perambulando pela casa. Eu quase não me lembro do processo mas não diria que simplesmente deixei acontecer, mas eu estava me divertindo.

Em "Celebrity" você avisa as pessoas sobre a obsessão delas pela fama. Parece ser baseada em pessoas reais.
Sim. Foi inspirada em pessoas espeíficas as quais eu nunca vou falar a respeito porque seria rude demais. Eu aprecio a idéia da inveja, vingança e todas as qualidades obscuras? Sim. Eu escrevo essas músicas ao invés de declarar uma guerra pública a alguém? Não. E também, como todas as músicas qu etenho escrito, eu estou desvendando meus lados. Não é só um dedo apontando para um ser-humano - pode ser um grupo e um grupo inclui a mim também.

Alguma música em particular surgiu que a te surpreendeu?Eu acho que as mais leves como "Edge of Evolution". Tem outras neste estilo e também teve a opção de não ter este tipo de músicas no CD, mas eu pensei, "Quem se importa"? Se você quer se entreter, e você não quer ficar focado nas letras, você também tem esta opção. Mas se você quer ser desafiado a ter uma conversa que eu esteja incluída por um momento, este é meu novo álbum

Quando escutei "Lens" pela primeira vez pareceu ser uma música sobre relacionamento, mas tem muito mais do que isso.

É micro e macro, E  eu gosto a respeito de muitas músicas que eu escrevo. É sobre um-a-um porque isto é o micro, próximo ao coração, real. Mas então pode ser explorado para falar de uma relação maior- relacionamento com o ser, a visão espiritual de algúem, com uma outra pessoa.

A música pode ser lida como um comentario político ou religioso.

Eu não separdo a igreja do estado, ao invés de necessarioamente dizer que é uma conversa política, eu digo que são fundamentos espirituais disso - porque eu acredito que eles são parceiros. Sua visão política mostra também sua visão espiritual. América, eu acho, está desprovida desta espiritualidade, na prática ou nas crenças que o amor é baseado na bondade como Dalai Lama diz. É como religião integrada a política, ego, medo em nós ou estrutura política, então se torna uma ferramenta para campanha política que está ganhando" Como uma pessoa se mostra na vida do outro? Como você é quando está sozinho numa sala às 7 da manhã?" Eu falo sobre a prática espiritual das pessoas, o que eles acrediam que é o amor. Eu nasci para isso. Podería entrar no meio político? Claro, mas eu não acho que quero isso.


"Woman Down" é outra música com intensa presença espiritual e religiosa, mas também atual. Quando Rush Limbaugh chamou Sarah Fluke de cadela, você ficou tentada a jogar isso na internet?Fala sobre o que estava e está acontecendo. Alguma coisas sei um pouco e outras eu não sei. Tem certa inocência aqui e ali, e tem parte de mim que sabe exatamente o que está acontecendo. Conforme me incluo mais nesta parte fico mais a par do que está acontecendo porque estive escondida uma parte do tempo. Para mim, comentar cultura popular ou política eu preciso estar bem informada, mas não tão bem informada a ponto de estar imersa inteiramente no assunto. Eu acredito que artistas são comentaristas sociais em algum nível - nós temos esta oportunidade

Eles também são forçados a entrar nisso às vezes

Você é a tela que as pessoas projetam suas opiniões veementemente e eu acho que é legal porque as pessoas se definem de acordo com as celebridades da época, então você é um ativista involuntário. Para o grau que você quer ser um ativista, vai te levar a chutar e gritar ou simplesmente ser conscientemente um deles - e ainda assim esperneando (risos)

Então tem que ser assustador às vezes.

É Assustador, É exaustivo, desencorajador, bonito. Uma pequena porcentagem é bonito. E também requer que a elebridade seja forte a não ser que queiram ser jogados fora. E vemos isso também o tempo todo. Eu tenho visto isso em mim e em outras celebridades. É exaustivo e nós precisamos de proteção.

Seu Álbum Jagged Little Pill vendeu milhões de cópias. Mesmo com Adele, paree que ninguém vai bater estes números de novo.

Eu tenho uma singular perspectiva que pessoas como Eminem e Leonardo DiCaprio compartilhem

Quantos deles você encontrou?
Um monte e um monte eu também nunca encontrei e nem preciso porque nós estamos neste clube, neste grupo. Fico feliz por saber que eles existem e ainda estão por aí, porque pra mim, porque eu tive uma grande quantidade de PTSD (sigla em inglês para Distúrbio de estreese pós-traumático) que eu ainda sinto alguns espasmos.

Você se sente feliz pelas outras pessoas terem lidado com o sucesso desta maneira?

Eu olho para Leonardo DiCaprio depois do Titanic e quero lhe dar uma medalha por ainda estar aqui? Sim.


Algum músico de hoje pode ter o tipo de fans que você e Eminem fizeram?

O que você não pode subestimar é a verdadeira intimidade de um fã. Fãs de Lady Gaga ou qualquer outro fã, Eu não acho que eles estão indo para qualquer lugar. Tem pessoas que estão de fato comprometidas. Se eles estão conectando com um artista, eles vão ficar o caminho inteiro conectados.

O que você absorve deste álbum quando você o escuta?
Falta de desculpa pelo tipo de pessoa que sou. Eu costumava ter vergonha do meu doutorado, parte psicológica e vergonha por ser espiritual ou por ser emocional ou sensível. O que eu sei agora, o que eu sinto agora é que eu não tenho que sentir vergonha dessas coisas. Pode incomodar as pessoas mas eu não ligo.


Tradução:
Debora Commins

Fonte:

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1 comentários :

Alanis Always disse...

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3 de maio de 2012 18:17

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