23 agosto, 2012

Mike Ragogna entrevista Alanis Morissette



No último dia 20 de agosto (segunda-feira) Alanis deu uma entrevista para Mike Ragogna do site Huffingtonpost, confira!

MR = Mike Ragogna
AM= Alanis Morissette

 

MR: É Alanis ou Deus?

AM: Os dois, o que você quiser.
MR: Adoro você como Deus em Dogma. Vamos falar sobre seu novo álbum.
Você trabalhou com Guy Sigsworth e Joe Chiccarelli em L.A, são 4 anos desde seu último
lançamento e você tinha 30 músicas para este novo álbum. Como foi este projeto?

AM: Eu convidei Guy para vir gravar num estúdio que eu montei em casa pois eu não queria abandonar meu compromisso de ser uma mãe presente pro meu filho e nem mesmo deixar o compromisso do meu casamento e meu marido de lado e consegui conectar tudo isso pois também era necessário compor e continuar sendo artista e usar meu lado profissional.
MR: Guardian, como você prestou este tributo para "Asas do desejo" e balanceou "Anjo" e "guardião".
AM: Bem, escrevi Uninvited para o filme Cidade dos Anjos, e foi um remake do filme Wim Wenders' . O 25º Aniversário do filme calhou de ser justamente quando estava em turnê pela Europa e tive a idéia de fazer o clip que trata de Bullying, Conversa e crianças em geral em seus estados de desenvolvimento e estávamos indo para Berlin o que foi muito afortunado para fazer.
MR: Ser mãe e gravar o CD e estar bem fisica e espiritualmente, como é todo este pacote de coisas para voc:e?
AM: Estão todos integrados a um nível que posso fazê-los. Esta é a nova fronteira de 2012. Indo para frente e integrando tudo o que é possível. Mas é necessário que se coloque barreiras e limites pois se não fizer eu perco a realidade do que estou fazendo e do que está a minha volta. E eu tenho este grande imperativo de seguir minha vocação que está na minha carreira e ao mesmo tempo acho que mãe pode muita coisa assim como os pais também podem. Ao invés de fazer 3 horas de compras, agora estou mais concentrada naquilo que preciso e posso comprar em 17 minutos exatamente aquilo que preciso pois tenho mais o que me cerca agora.
MR: E uma das qualidades seria Empatia?
AM: Empatia e conexão. Muitas das revoluções feministas eram sobre os homens irem para as guerras e as mulheres tomarem seu lugar no trabalho e serem autônomas e individuais. Hoje as mulheres podem ter poder, serem independentes e individuais mas elas precisam dos homens. Queimar os sutiãs foi um ato importante mas hoje é neessário saber que um precisa do outro na relação e isso é um grande sinal de empatia e parceria numa relação onde os dois possam ganhar.
MR: Woman Down mostra um pouco deste conceito.
AM: Sim e o que está crescendo é o arquétipo da mulher alfa. Em tempos passados fomos queimadas e perseguidas por sermos como éramos e este medo permanece na mulher Americana quando é necessário expressar sentimentos como raiva, a sensualidade e sua sexualidade é algo traumatizador de certa forma. E agora temos o espaço para mostrar que somos essa mulher-alfa.
MR: Na música Celebrity você mostra uma idéia da fama. Fazer tudo pela fama não deixa que o indivíduo ser ele mesmo, ser real porque estão buscando este lugar onde devem estar quando são famosos.
AM: E somos ditos até onde devemos crescer nossa auto-estima, estarmos cercados de adoráveis amigos e então tudo estará bem. Nos anos 90 eu deixei essa idéias passar e decidi então usar a fama como uma ferramenta em  serviço da sociedade. oje em dia eu sei como aproveitar pois adoro meus sapatos de salto, conforto, minhas cartiras, mas isso não pára por aí, não é  o final.
MR: Você realmente acha que estamos no limite da evolução: "Edge of Evolution"?
AM: Sim. E nem todos queremos estar lá. Nõs não estamos mais fazendo as coisas em grupo, e estando na vanguarda das revoluções e nos arriscando para termos nossas cabeças cortadas. Nós estamos buscando por coisas cada vez mais individuais de auto-consciência e se estou colaborando com isso me sinto feliz.
MR: Que dica dá aos novos artistas?
AM: Importante buscar por apoio. Se eu pudesse dizer alguma coisa a mim mesma com 20 anos diria: "Você não precisa se isolar do mundo". Eu acho que foi importante ter este meu tempo escondida no sentido de me proteger mas ao mesmo tempo eu entendo que pude beneficiar muitas pessoas que estiveram ao meu lado.
MR: Qual o maior crescimento para Alanis Morissette?
AM: O fato de saber lidar com cada emoção. Frustração, raiva, depressão, tristeza, alegria, medo.
Eu sempre pensei que apenas compondo músicas eu não teria mais que lidar com as relações e todos os sentimentos mas descobri que as músicas não curam. Eu podia cantar You Oughta know todas as noites e descobrir que isso não estava curando a minha relação mas o fato de compartilhar estava me ajudando em outros aspectos.
MR: Sendo uma líder agora e sabendoq ue pessoas compram seus CDs procurando por dicas e conselhos na vida, o que você espera das pessoas?
AM: Que saibam que os amo. Este é o grande ponto. O outro é que eu quero apoiar relacionamentos. Sua natureza e espírito de cada um. Seja casamento, relacionamentos, sejam eles pais, profissionais. Os versos de Guardian mostram o amor próprio e também minha dedicação de 24hs ao meu filho. Nutrir as relações e ser forte e estar preparado para ir mais íntimo
MR: Obrigado pelo seu tempo
AM: Obrigada por questões tão profundas, agradeço por isso.


Tradução:
Debora Commins

Fonte:

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2 comentários :

Alanis Always disse...

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23 de agosto de 2012 12:34
Raul Ribeiro disse...

Olá gostaria de saber o nome dos músicos que acompanham a Alanis nos shows.
Obrigado.
Att
Raul Ribeiro
raulribeiromusica@yahoo.com.br

3 de setembro de 2012 12:56

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