09 setembro, 2012

Alanis Morissette: muitos sucessos, algumas músicas novas e público carioca em êxtase

RIO - A mesma casa (com outro nome, é bem verdade), o mesmo cabelo quase na cintura, o mesmo violão de cordas de aço... E possivelmente boa parte do mesmo público. Quase 16 anos depois de se apresentar pela primeira vez no Rio de Janeiro, Alanis Morissette voltou à cidade, na noite desta sexta-feira, no Citibank Hall, em uma parada da extensa etapa sul-americana de sua turnê "Havoc and bright lights", que promove o disco de mesmo nome, recém-lançado. À frente de uma banda afiada, como sempre, a cantora canadense de 38 anos desfilou seus sucessos, colocando entre eles algumas músicas do novo CD, com ótima recepção dos cariocas que lotavam a casa.

Alanis andou dizendo que o repertório da turnê era móvel, que ela não gostava de tocar sempre as mesmas músicas... Balela. Como praticamente todo mundo (e quase todos têm esse mesmo discurso), ela se ateve basicamente ao setlist que já tinha apresentado nos shows em São Paulo e Curitiba, com poucas mudanças. O show começou às 22h25m com "I remain (part 1)", praticamente uma vinheta (que fez parte da trilha do filme "Príncipe da Pérsia"), com a banda tocando e a voz de Alanis, sem que ela estivesse no palco de corpo presente. A cantora surgiu para começar de fato os trabalhos com "Woman down", de calça, camiseta e colete pretos, sorrindo de orelha a orelha para os aplausos do público.
Música nova, recepção boa... Hora de mandar um sucesso, e vieram dois: "All I really want" e "You learn", ambas de "Jagged little pill", disco de 1995 que elevou a então cantorinha adolescente restrita ao Canadá ao status de roqueira atormentada estourada no mundo todo -- o disco vendeu mais de 30 milhões de cópias. O potente coro -- essencialmente feminino -- parecia aquele de 1996, ali mesmo, ratificando a capacidade brasileira de decorar letras complicadas em idiomas estranhos.
Com todos perfeitamente à vontade, ficou estabelecida a dinâmica: para uma música nova -- e algumas, como "Guardian", primeiro single de "Havoc and bright lights", já estavam na boca do povo --, um ou dois sucessos. Na comparação entre "Jagged little pill" e o novo disco, o antigo ganhou de 7 a 6 na noite de sexta-feira. Ou seja, o público carioca teve material mais do que suficiente para se esgoelar, um de seus esportes favoritos: "Ironic", "Hand in my pocket", "You oughta know"... E se a balzaquiana Alanis não passa mais pelas peripécias amorosas de outrora -- que renderam a maioria das suas sessões de análise, quer dizer, canções de sucesso --, seu espírito rebelde continua intocado.
Ela entoa as antigas dores de cotovelo com olhos cândidos e todos os dentes à mostra, mas não esquece o espírito crítico. "Dê-me a celebridade, meu reino para ser famosa/ Diga-me quem eu tenho que ser", cantou em "Celebrity", criticando o desejo cego pela fama. As músicas novas, se nem sempre tiveram a resposta empolgada das antigas -- o que é natural, visto que o disco acaba de ser lançado e "Lens", por exemplo, foi tocada pela primeira vez no Rio --, encaixaram-se bem no espetáculo. Pode-se dizer que Alanis não varia muito seu estilo de composição e arranjo? Sim, mas ela tem um estilo próprio e genuíno de fazer música -- e que lota o Citibank Hall, Claro Hall, ATL Hall ou Metropolitam há 16 anos. Alguma coisa certa ela deve estar fazendo.


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1 comentários :

Alanis Always disse...

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9 de setembro de 2012 20:42

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