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Alanis Morissette (with Souleye) - Jeckyll & Hyde
Matéria NE10
Alanis Morissette experimenta novos hits e relembra sucessos em show no Recife
A alardeada fase "tranquila" de Alanis Morissette não encontrou muitos parâmetros no Recife. A canadense mostrou um show enérgico e cheio de sucessos de sua fase mais roqueira nessa quarta-feira (12), no Chevrolet Hall, no Recife. Mais ainda: cantou músicas pouco tocadas em apresentações, para alegria dos fãs mais devotos, e claro, apresentou novidades de seu disco mais recente, "Havoc and bright lights". Algumas já caminham para ganhar status de hits, como "Woman Down" e "Guardian".
O show começou com quase uma hora de atraso e durou cerca de uma hora e meia. Alanis iniciu sua apresentação no backstage, para depois emendar "All I Really Want", retirado do Jagged Little Pill, um dos discos de maior sucesso dos anos 1990. Com cabelos longuíssimos e uma legging preta, Alanis ainda parecia conservar a rebelde que chamou atenção do cenário pop em 1995. Todo o tempo, ela passeava de um canto a outro do palco, interagindo com o público (ainda que falando pouco) e balançando a cabeleira. "É muito bom estar aqui novamente", disse.
O público recifense se mostrou afiado quando foi chamado para acompanhar Alanis em "Ironic" (com direito à demonstração de afeto entre o baixista e o tecladista). Outras faixas cantadas em coro foram "Head Over Feet", "You Oughtta Know" e "Hand In My Pocket". Mas o grande destaque do show foi mesmo as novidades, que começam a ganhar terreno entre corações e mentes dos fãs, confirmando o talento da cantora para criar sucessos comerciais altamente palatáveis e emotivos. "Guardian", principal single dessa nova fase, e "Woman Down" possuem força e funcionam bastante no palco.
Representante de uma fase mais sóbria e serena da cantora, "Havoc and bright lights" fala de maternidade e casamento. Alanis foi bastante influenciada pelo nascimento do filho Ever, no Natal de 2010. Longe de seus melhores momentos, o trabalho traz novidades no repertório da cantora e dá início a uma fase mais introspectiva, com reflexões espirituais e religiosas.
Quando surgiu na metade dos anos 90, Alanis se diferenciava por não fazer a linha fofa nem vender sensualidade como commodity, como era prática entre a maioria das representantes de sua geração. Com letras feministas e certa rebeldia, ela logo se tornaria ícone. O tempo passou para a canadense, agora perto dos seus quarenta anos e mãe de uma criança. Ao longo de sua carreira, conseguiu arregimentar um novo público, os adolescentes (além dos trintões que a acompanham desde que estourou). Essa mescla de pessoas, de diversas idades, pôde ser visto no show do Chevrolet Hall.
O lugar não estava lotado e era possível ver diversos espaços vazios, sobretudo a gigante área premium. Recife fez parte da turnê da cantora que passou por oito cidades. Agora, Alanis e sua trupe seguem para Belém (dia 14, na Cidade da Folia) e Goiânia, no dia 16, na Goiânia Arena. Antes, passou por São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Depois de uma participação do marido, o rapper MC Souleye, Alanis finalizou o segundo bis com um dos seus maiores sucessos, "Thank You". O título é um recado para quem ainda deposita nela a longevidade de ícone do pop.
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2 comentários:
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13 de setembro de 2012 12:40*Duvidas ou Sugestões, Idéias, Divulgações e Parcerias podem ser enviados para:
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Eu tinha colocado na minha cabeça q o show não seria lá essas coisas pq pelo setlist dos outros shows dela muitas das minhas músicas favoritas não seriam tocadas, somando isso com um público pequeno e uma hora de atraso, td já se encaminhava pra ser desapontador... mas aí o show começou e Alanis me lembrou pq eu sou fã dela.
13 de setembro de 2012 21:51Além da energia típica dela, duas alterações no setlist e muito entrosamento com o público fizeram do show dela aqui, pra mim, o melhor q ela fez no Brasil nessa turnê. A primeira surpresa foi Everything, grande sucesso dela mas q não tinha sido tocado em nenhum outro show e no final um bis com quatro músicas, uma a mais q o normal. Uma delas é uma faixa bônus do novo álbum q ela fez em parceria com MC Souleye, o marido dela, e teve direito a beijo no final e tudo! O show teve 21 músicas o q só tinha acontecido em São Paulo na abertura da turnê no Brasil, mas uma das melhores coisas foi ver a banda no final do show com a bandeira de Pernambuco!
No final valeu muito a pena ter ido pq esse foi um dos melhores shows q eu já fui!
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